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martes, 28 de noviembre de 2017

Analistas criticam tráfico de escravos em África em pleno século XXI

Analistas criticam tráfico de escravos em África em pleno século XXI
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Vários cidadãos da África subsariana na Líbia são vendidos como escravos por 400 dólares, o equivalente à 340 euros e 64 mil Kwanzas no câmbio oficial, actual em Angola.

Os emigrantes africanos se concentram naquele país do norte onde se concentram para chegar ao seu ponto de destino, a Europa, à procura de melhores condições de vida.

O convidado deste domingo, 26 de Novembro de 2017, no Programa “Bastidores Dos Factos Internacionais” da Rádio Despertar, Fenix Kuakusima, considera ser um problema muito sério e critica a posição das Organizações das Nações Unidas, que têm tomado uma atitude de silêncio ante a realidade vivida por migrantes africanos.

“Há aqui um problema muito sério. Eu tenho dito muita vezes que, a carta das Nações Unidas é muito paradoxal. Eles têm acompanhado essa realidade. Mas, infelizmente não se pronunciam quanto à mesma realidade, não se pronunciam porque está a acontecer com os africanos. E, quem são os africanos? Nada para eles”.

Gaspar Luamba, convidado residente do Programa, criticou o papel da União Africana, para quem, a organização tem servido apenas de nomenclatura, que inclusive apresenta dificuldades de recursos financeiros, não obstante o seus líderes serem bastante ricos.

Fenix Kuakusima apela mais união entre os Estados Africanos com vista a darem volta as várias situações que grassam o continente berço da humanidade, deixando de depender do Ocidente.

“Eu penso que os Estados Africanos precisam ser mais unidos, mais coesos para tomar peito à certas situações que, acontecem em África. Eu tenho defendido sempre que, nós não precisamos do Ocidente para tomar dos nossos problemas”, argumentou, tendo criticado a não aplicabilidade da Carta das Nações Unidas em prol dos Estados Africanos.

“Se nós nos guiarmos pura e simplesmente, naquilo que é a Carta das Nações Unidas, com uma série de princípios e direitos muito bonitos do ponto de vista da norma, mas da aplicabilidade, vazia. Nós temos acompanhado as Nações Unidas a resolver os nossos problemas e, a União Africana tem acompanhado (…) É pura e simplesmente uma utopia”.

Gaspar Luamba critica a postura mantida pela União Africana e entende que a prática do tráfico de escravos no continente não se justifica em pleno Século XXI.

“Falar da União Africana é como falar de grupos de bandidos ou de delinquentes políticos, que reúnem-se para tomar um chá ou para fumar um charuto e tomar whisky. Eu digo sempre isto, porque, não é possível, problemas como estes existirem em pleno Século XXI ainda faz-se tráfico de escravos, e a União Africana não diz nada?”.

“Mas, sabe porque é que isto acontece e, mesmo o governo de Trípoli não terá força? Porque o governo de Trípoli não tem muito poder militar, a Líbia está dividida. O Presidente Kadaffi, tinha o poder de unir as etnias na Líbia. O actual governo não tem este poder de unir as etnias. O que é que acontece? Há um governo reconhecido internacionalmente, mas não tem poder sobre a Líbia, não controla os grandes poços de petróleo. Não controla, digamos, grande parte do território. O governo Ocidental da Líbia não funciona”.







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