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lunes, 23 de abril de 2018

Aumentam casos de malária em Cacuaco


Aumentam casos de malária em Cacuaco
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Trinta mil casos de malária foram registados no primeiro trimestre de 2018, um aumento de mais 14 mil e 500, comparativamente ao igual período de 2017 em que se assistiram 15 mil e 500 pacientes, no município de Cacuaco.

A informação foi divulgada pelo chefe de repartição local da saúde, Victor Teca, que falava no âmbito do Dia Mundial da Luta Contra a Malária, a assinalar-se a 25 de Abril.

Segundo o responsável, só este ano já foram registados 166 óbitos, um aumento de mais de 32 mortes comparativamente ao igual período de 2017, em que se assinalaram 134 mortes.

Teca fez saber também que, em 2016, a sua repartição de saúde registou no primeiro trimestre daquele ano, 36 mil casos de malária, dos quais 663 resultaram em óbitos, com oitenta por cento de crianças falecidas.

Os dados foram avançados pelo responsável durante uma actividade realizada pela Exxon Mobil Angola, parceira do Estado no combate à Malária.

Para ele, a existência de várias zonas rurais em Cacuaco, com condições de reprodução de larvas e mosquitos causadores da doença, está na base deste aumento de casos.

Por este facto, ONGs e as comunidades estão engajadas em campanhas de distribuição de mosquiteiros, palestras de prevenção da doença com destaque para a higiene individual e colectiva.

Disse igualmente que 20 técnicos têm feito à fumigação intra e extradomiciliar, número que considerou insuficiente para uma população estimada em um milhão de habitantes.

Lamentou pelo facto de ainda nos tempos actuais existirem populares ignorantes que recorrem a ervas para tratar o paludismo e que apenas em situação grave acorrem ao hospital.

Já o morador Luciano Neto considera haver falta de atenção médico-medicamentosa e de equipamentos de análises clínicas no centro médico local, portanto talvez seja uns dos motivos que faz com que os populares acorram as unidades sanitárias nos últimos casos, e o mesmo e apela para construção de mais postos de saúde.

O director da Exxon Mobil Angola, Andre Kostelnik, fez saber que a organização continua a colaborar com o Ministério da Saúde e dará sequência na realização de palestras e formação da população no combate a malária.

Informou que actualmente estão a trabalhar com 72 agentes comunitários da saúde que são integrados pelo Ministério da Saúde e desde Fevereiro último realizam campanhas de limpeza com igrejas e comunidades.
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General Geraldo Sachipengo Nunda exonerado do cargo de CEMG das FAA

General Geraldo Sachipengo Nunda exonerado do cargo de CEMG das FAA
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O Presidente da República de Angola exonerou esta segunda-feira, 23 de Abril de 2018, o General Geraldo Sachipengo Nunda do cargo de Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas-FAA, que vinha exercendo desde 2010.
Com o General Nunda foram também exonerados os generais António Egídio de Sousa Santos, até então chefe do Estado Maior General Adjunto para a Educação Patriótica das FAA, José Luís Caetano Higino de Sousa, do cargo de Chefe do Estado Maior General-Adjunto para a Área Operacional e de Desenvolvimento, e Geraldo Abreu Muhengo Ukuachitembo, do cargo de vice-chefe do Estado Maior General para a Logística e Infraestruturas.

Em substituição de Geraldo Sachipengo Nunda, João Lourenço nomeou António Egídio de Sousa Santos que foi promovido ao grau militar de general-de-exército, de acordo com uma nota de imprensa da Casa Civil do Presidente da República divulgada aos órgãos de comunicação social.

Noutros decretos presidenciais e ao da Constituição e da Lei, na sequência de pareceres do Conselho de Segurança Nacional, o Presidente da República e Comandante-Em-Chefe nomeou o general Geraldo Abreu Muhengo kuachitembo, para o cargo de Chefe do Estado Maior General Adjunto para a Área Operacional e de Desenvolvimento.

As mexidas decretadas esta segunda-feira afectaram também os serviços de inteligência externa, onde o tenente-general André de Oliveira João Sango, deixou o cargo de director geral substituído pelo general José Luís Caetano Higino de Sousa.

Foram também exonerados os generais Marques Correia, do cargo de segundo comandante do Exército, e Matias Lima Coelho, de Inspector Geral da Defesa Nacional, que entretanto foram nomeados para exercer os cargos de Inspector Geral da Defesa Nacional e de Chefe do Estado Maior do Exército, respectivamente.
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Angola: Abril não é Jovem

Angola: Abril não é Jovem - Mfuca Muzemba
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Esta data de celebração do dia da juventude, com todo mérito que lhe é devido, é sem sombra de dúvidas um marco da JMPLA, por ter a ver com um período da sua história. E, convêm não confundirmos partidos com o país que são duas realidades díspares.



O dia da juventude que devia ser um dia de todos os jovens, ficou única e exclusivamente uma data da JMPLA, tudo porque assumiu a liderança desta data num espreito paternalista e autoritário ao invés de um comportamento mais fraternal dentro duma compreensão e inclusão. E, para mostrar mesmo que é sua, a JMPLA assumiu a celebração desta data em detrimento das demais instituições de representação da juventude e com apoio institucional do Estado/Executivo. Tanto é, que no cartaz de campanha do Abril Jovem, traz a figura dos presidentes e vice-presidente do MPLA e os seus símbolos, que a partida afasta a nação desta festividade por se mostrar uma realidade iminentemente partidária.

Ora bem que também fique claro que ninguém quer tirar da J o 14 de Abril: é sua data e tem toda legitimidade sobre ela. Agora, só não nos fazem crer que é uma data de toda juventude angolana, sendo que aplicar esta imposição implica a violação da liberdade e do direito de escolha dos jovens.



O insucesso desta data, o desinteresse dos jovens nessa data, revela em si mesmo uma derrota, um boicote natural em que as autoridades deviam pensar e terem humildade para aceitar um debate mais participativo e inclusivo, para democraticamente a juventude deliberar sobre uma data consensual e representativo, que venha orgulhar à toda nação.



Uma data da juventude, tem que nascer sobre um facto da nação ou um processo: o 14 de Abril não tem nada disso. Tanto é que a maioria da juventude não sabe o essa data significa e se veio de onde. A necessidade de uma data nascer de um facto, resulta de um marco histórico com significado nacional que se incidiu sobre a força, dinâmica ou acção da juventude cuja vantagem lhe próprio. O mesmo que considerar que uma data nascer de um processo, significa haver um diálogo inclusivo, aberto e participativo entre as várias forças representativas da juventude, desencadeado num debate que produz propostas concertadas e aceite por todos, dentro da matriz autónoma da juventude em decidir e influenciar o seu futuro. E assim ficarem observadas o amplo consenso, num contexto que afasta a arrogância e a imposição para se encontrar uma data despartidarizada.



Contudo urge corrigir a data do 14 de Abril que está mal, para que os todos os jovens sem distinção de cores política, religião, sexo, raça ou condição social, encontrem o seu dia como um espaço de profundas reflexões sobre os vários problemas que lhes afectam: como é a falta gritante de espaços de lazeres para sua ocupação no dia-a-dia, não só nos bairros mas como também nas escolas; a ausência de políticas de inserção para o mercado de trabalho, atira os nossos jovens à delinquência, violência, alcoolismo e na prostituição; a pouca oferta no ensino deixa milhares sem estudarem; a pobreza que graça os país faz com que muitos jovens vão a escola com fome e a pé; a pouca oferta na atribuição de bolsas de estudo faz com que muitos jovens desistam da sua formação por não terem capacidade financeira de custear os seus estudos. Enfim, é difícil ser-se jovem neste país que é um dos mais caros do mudo, com uma política de salário muito baixo e um emprego precário. Tudo isso faz-nos as vezes compreender o aumento substancial da população carcerária, quer para os que entram uma primeira vez e os que sempre aí regressam. É certo que para milhares de jovens viver em Angola é como se fosse estar num beco sem saída. E lamentavelmente nus Abril, não vemos nem pela Jmpla e nem pelo executivo debater com seriedade estes e outros problemas que nos afectam. E isto, leva-nos a crer que o executivo não leva a serio qualquer compromisso com a juventude, por nunca sentirmos prioridade dos nossos problemas na agenda da governação, tanto é que até hoje o governo não manda para Assembleia Nacional a (Lei da Política Juvenil de Estado e os seus instrumentos que o acompanham). Pelo que vemos, nunca a Jmpla se mostrou a altura de ser um interlocutor da juventude para a solução dos seus problemas junto das autoridades competentes. E, isto tem uma razão: Jmpla e Abril não são jovens!



Lamentável também é ver as organizações juvenis, com maior realce a juventude dos partidos numa ideia derrotista e sem disposição para levar adiante iniciativas de luta para se conseguir uma data resultante de concertação inclusiva e participativa. Estão distantes porque as organizações juvenis dos partidos não são unidos e nem imbuídos no espírito de combatividade, o que lhes torna fraco.



Por fim, insistir no 14 de Abril, como data de celebração da juventude angolana, é desgastar a imagem e história do seu patrono (Hoji Ya Enda) e, também aumentar a consciência de uma forma imprópria para se romper com essa imposição menos justa. O que é mal e sem necessidade. Portanto urge corrigir isto que está mal, porque Abril não é jovem!

Luanda, 19 de Abril de 2018

Viva a Juventude Angolana

Que Deus abençoe Angola

Por: Mfuca Fuacaca Muzemba
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Estados Unidos acusam Angola de praticar tortura nas prisões

Estados Unidos acusam Angola de praticar tortura nas prisões
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Angola ainda tem tortura, prisões arbitrárias e impunidade

Limites à liberdade de reunião, associação e imprensa continuam a verificar-se em Angola, de acordo com o mesmo relatório, bem como uma forma de "corrupção oficial" e de "impunidade", juntamente com, até agora, uma "falta de responsabilização" e condenações efetivas, em tribunal, para casos de violações sexuais e outras formas de violência contra mulheres e crianças.



Assinala igualmente que o Governo angolano "tomou algumas medidas" para "processar ou punir funcionários que cometeram abusos". No entanto, ainda com níveis "fracos" de responsabilização, devido à "falta de capacidade institucional" e à "cultura de impunidade e corrupção generalizada do Governo".



O relatório, que analisa o ano de 2017, que em Angola ficou marcado pela transição no poder, com a saída de José Eduardo dos Santos, após 38 anos como chefe de Estado, e chegada à liderança de João Lourenço, refere que "embora a lei preveja penalizações criminais por corrupção" para funcionários do Estado, "o Governo não implementou essas leis de forma eficaz", continuando a ser habituais os relatos de "práticas corruptas" e "com impunidade".



Acrescenta mesmo que a corrupção no Governo é "generalizada", a "todos os níveis", com uma prestação de contas "limitada". Processos públicos de casos de corrupção foram "raros sob o Governo [de José Eduardo] dos Santos", recorda o documento, ao mesmo tempo que assinala que o Presidente João Lourenço, na sua tomada de posse, em setembro, anunciou a intenção de combater a corrupção no Governo.



"Como em anos anteriores, houve relatórios credíveis funcionários do Governo usaram as suas



posições políticas para beneficiar com negócios. O ambiente de negócios continuou a favorecer aqueles que estão ligados ao governo, incluindo membros da família do Presidente", observa ainda o relatório, que também admite que a corrupção é transversal, verificando-se, em pequena escala, com polícias, guardas prisionais e até professores.



Escreve também que ministros e outros altos funcionários do Estado possuíam, em 2017, "interesses em empresas públicas e privadas", regulamentadas por, ou fazendo negócios, com seus respetivos ministérios: "Existem leis e regulamentos relativos a conflitos de interesses, mas eles não foram cumpridos".



"O partido MPLA, no poder, domina todas as instituições políticas", prossegue o relatório do departamento de Estado norte-americano, noutro ponto.


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A Policia Nacional e a interpretação do artigo 47º - Samajone


A Policia Nacional e a interpretação do artigo 47º - Samajone
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Quem deve autorizar a manifestação conforme a CRA e a lei n.º16/91?

São algumas das perguntas que muitos cidadãos, sobretudo a juventude gostariam de fazer ao Dr. Carlos Maria da Silva Feijó, porque foi ele o Coordenador da Comissão Técnica dos Legisladores Constituintes da Assembléia Nacional, sobre a actual constituição aprovada aos 21 de Janeiro de 2010, que comporta 244 artigos entre eles o artigo 47.º, do Titulo II, Secção I, Direitos e Liberdades Individuais e Colectivos.



Falar do Dr. Carlos Maria da Silva Feijó, é o mesmo dizer que, as perguntas, estas e outras não formuladas aqui, qualquer dos Juristas angolanos ou mesmo estrangeiro conhecedor da matéria supracitada pode as responder, por constituir preocupação de toda a sociedade, sobretudo, nós os leigos das matérias jurídicas.



Como referimos, somos leigos em matérias jurídicas, tal como o Pastor, o Evangelista, o Padre, o Bispo ou outra entidade eclesiastes interpreta a Bíblia porque estudou Teologia, as matérias do fórum jurídico estão reservadas àqueles especialistas e profissionais do ramo, as nossas opiniões muito não vale, por isso quando temos problemas recorremos aos Advogados, é como tudo, cada um no seu lugar de seu saber.



Quando terminamos o ensino primário, descobrimos que temos que fazer o ensino secundário, depois descobrimos que temos de avançar para o ensino médio, pensamos que estamos preparados, afinal temos que avançar mais degraus, ir para a Universidade, para o mestrado, o Doutoramento e, mesmo assim continuamos com mais cursos e cursos.



Tudo é uma questão de aprendizagem continuada, afinal o homem não conhece os limites dos seus conhecimentos.



O que é o Estado democrático de direito? Mais de 80% da população jovem não sabe o que é isso, o que significa e como se aplica no dia a dia?



E o agente da Policia que destrói a casa e o bem do cidadão para repor a legalidade no Município e na comuna sabe o que significa estado de Direito?



De acordo com o senso da população de 2014, Angola tem mais de 25.000.000 de habitantes, mais de 80% deste numero nada entende da própria constituição que nos governa e muito menos praticá-la no dia a dia, por falta de explicação sucinta de quem de direito, do profissional do Direito.



A CRA diz que é garantida a todos os cidadãos a liberdade de reunião e de manifestação pacifica e sem armas, sem necessidade de qualquer autorização e nos termos da lei.



Dr. Carlos Maria da Silva Feijó, de que lei se trata? A lei N.º16/91 de 11 de Maio ou de outra lei oculta que o povo não conhece? O livro do Novo Testamento do Evangelho de S. João 7:4 – “Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto”.



Porque ocultarem a Lei que diz respeito a todos nós?



Se a manifestação sem armas não carece de qualquer autorização? Será que a Policia Angolana quando impede a realização das manifestações é porque os manifestantes vêm armados de Granadas e AKM 47?



Porque é que a Policia angolana utiliza a repressão brutal e violenta, prendem e disparam contra manifestantes, quando estes não têm armas, será que, a lei oculta, autoriza a policia disparar e violentar populações manifestantes?



O artigo 57º da CRA estabelece que “A Lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário, proporcional e razoável numa sociedade livre e democrática, para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos”.



O artigo 58ª da CRA refere-se limitação ou suspensão dos direitos, liberdades e garantias que apenas podem ser em caso de estado de guerra, de estão de sítio ou de estado de emergência nos termos da Constituição. Porém, em caso algum a declaração destas situações pode afectar: a) A aplicação das regras constitucionais relativas à competência e ao funcionamento dos órgãos de soberania; b) Os direitos e imunidades dos membros dos órgãos de soberania; c) O direito à vida, à integridade e à identidade pessoais; d) A capacidade civil e a cidadania; e) A não retroactividade da lei penal; f) O direito de defesa dos arguidos; g) A liberdade de consciência e de religião.



Quando a policia impedem as manifestações, é porque estamos diante das restrições que o artigo 57.º e 58.º da CRA defende? Ou porque somos do grupo B diferente do grupo A?



QUEM AUTORIZA AS MANIFESTAÇÕES EM ANGOLA?



A Lei N.º16/ 91 se esta ainda em vigor ou já esta revogada, Publicado no Diário da República n.° 20, I Série de 11 de Maio de 1991, diz o seguinte:



ARTIGO 6.° (Comunicação)



1. As pessoas ou entidades promotoras de reuniões ou manifestações abertas ao público deverão informar por escrito com antecedência mínima de 3 dias úteis ao “Governador da Província ou ao Comissário da área”, conforme o local da aglomeração se situe ou não na capital da Província.

2. Na informação deverá constar a indicação da hora, local e objecto da reunião e, quando se tratar de cortejos ou desfiles, a indicação do trajecto a seguir.

3. A comunicação deverá ser assinada por 5 dos promotores, devidamente identificados pelo nome, profissão e morada ou, tratando-se de pessoas colectivas, pelos respectivos órgãos de direcção.

4. A entidade que receber o aviso passará documento comprovativo da sua recepção.



Dr.s Carlos Maria da Silva Feijó, Dr. José Octávio Serra Van-Dúnem, Dr. Antonio Ventura, Dr. David Mendes, Dr. Salvador Freire, Drª Rosa Branca da Cunha Cardoso, Dr. David Alberto Já, Dr. Armindo Moises Cassessa, Drª Solange de Assis M. Pereira, Dr. William Tonet e tantos outros aqui não mencionados, pedimos as nossas sinceras desculpas as vossas excelência, mencionamo-los porque são peritos e profissionais da matéria em causa e muitos fizeram parte da Comissão Técnica que elaborou CRA de 2010, porque quando existe duvidas melhor recorrer a quem sabe e domina o assunto.



Afinal os promotores das manifestações escrevem para comunicar previamente a realização da manifestação ou escrevem para pedirem Autorização? E, a quem devem pedir tal autorização, ao Governador da Província, cuja circunscrição territorial se pretende realizar a manifestação é sua responsabilidade ou, ao Comandante Provincial ou municipal Policia Nacional?



Afinal em nível da província, do município e da comuna quem é hierárquico superior do outro, O Governador, Administrador ou o Comandante Provincial, Municipal e Comunal?



Senhores Advogados e Juristas conhecedores destas matérias jurídicas, o povo precisa dos vossos esclarecimentos, façam-nos por via da TPA e da TV Zimbo, porque se vive muitos atropelos jurídicos administrativos nas províncias, nos municípios nas comunas por desconhecimentos e por falta de saber a interpretação das leis e da linguagem jurídica.



Ou será que a CRA e as leis que regulam o dia a dia de todos supostamente cidadãos angolanos é só pertença a um grupo especifico em detrimento de outros?



Às vezes confrontamo-nos com situações caricatas, em que o Governador diz uma coisa, o Comandante diz outra e o Juiz do Tribunal outra ordem diferente para o mesmo caso, sem o povo saber de quem devem cumprir ou de quem acatar as ordens.



ARTIGO 7.° LEI N.º 16/91 de 11 de Maio, (Proibição de realização de reunião ou manifestação)



1. O Governador ou Comissário que decida, nos termos do disposto nos artigos 4.° e 5.°, n.° 2 da presente lei, proibir a realização de reunião ou manifestação deve fundamentar a sua decisão e notificá-la por escrito, “no prazo de 24 horas a contar da recepção da comunicação”, e aos promotores, no domicílio por eles indicado e às autoridades competentes.

2. A não notificação aos promotores no prazo indicado no número anterior é considerada como não objecção para a realização da reunião ou maifestação.



A Policia Nacional Angolana, afirma que os Promotores das manifestações devem ser pessoas colectivas legalizadas, as únicas que podem ter a capacidade de realizarem manifestações. Isto quer dizer que, só grupo legalizado e reconhecido pelo Governo é a única a ter a devida autorização para se manifestar? Ou, os cidadãos organizados, independentemente da legalização a que a Policia, por exemplo, em Malange fazia referencia, também pode manifestar desde que identificados e sejam nacionais?



ARTIGO 1.° (Âmbito) da Lei N.º 16/91



1. É garantido a todos os cidadãos o direito de reunião e de manifestação pacífica, nos termos da Lei Constitucional e da presente lei.

2. É interdita a participação de militares, forças paramilitares e militarizadas em reuniões de natureza política e em qualquer tipo de manifestações.



Que tipo de cidadãos a CRA garante o direito de reuniões e manifestações, os militantes dos Partidos A, B, C ou a todos os cidadãos de acordo com os artigos 1.º da Lei N.º16/91 e do n.º 1 do Artigo 47.º da CRA?



Acompanhei duas manifestações em duas localidades diferentes, com objectivos diferentes: Na Lunda do Movimento do Protectorado reprimida pela policia logo no inicio da manifestação, os promotores são reconhecidos pela instancia superior da Nação Angolana haviam solicitado manifestação por via de uma comunicação previa e não havia armas se quer.



Em Malange reprimida pela Policia, porque a mesma não teve comunicação previa de acordo com o n.º 2 do artigo 47.º embora, alguns cidadãos tivessem atirado alguns objectos contra a policia, contra a lei e a ordem de segurança publica, mas a outra que tentavam organizar por via de comunicação previa, não foi autorizada, por quê?



Mas também em Malange assisti a outra manifestação pro Kwata Kanawa, que a policia protegeu e, a mesma não fez a comunicação previa de 24 horas pelo que eu saiba, não era um grupo legalizado e reconhecido por lei, eram cidadãos da sociedade civil de Malange que achar manifestar a favor do Governador.



Ou será que, só se aceita autorizar a manifestação quando é a favor do Governo ou do Partido da Situação? Só é cidadão aquele que é a favor do Governo?



Espero pelos Advogados e Juristas que superintendem da matéria jurídica em causa, para nos esclarecerem a todos nós, pois o pastor guia os seus rebanhos para o curral, os promotores e a policia de Angola precisamos da sapiência jurídica para agir em conformidade.



Voltaremos ao assunto na próxima edição...



Por Samajone em Malanje
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O Lóbi de Trump em Angola

Fonte :Maka Angola
O Lóbi de Trump em Angola, petróleo e “Sabotagem”
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Recentemente, o diário norte-americano The New York Times publicou uma investigação sobre um contrato entre o governo angolano e um lobista próximo do presidente Trump. Esse contrato, no valor de 64 milhões de dólares, daria acesso à Casa Branca e a vários negócios.

Maka Angola aprofundou a investigação. O chefe do Serviço de Inteligência Externa (SIE), tenente-general André de Oliveira Sango, responsabilizou-se pelo dossiê e, ao que apurámos, envolve a “sabotagem” interna da ida de João Lourenço ao empossamento de Trump, promessas de financiamento de 50 mil milhões de dólares e acesso ao petróleo angolano.

O americano em causa é o lobista Elliott Broidy, e o caso remonta a 2016, quando Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos e, um mês depois, João Lourenço foi escolhido como sucessor de José Eduardo dos Santos.

Segundo o New York Times, Broidy “ofereceu” acesso aos eventos VIP para celebração da tomada de posse de Donald Trump. O pacote incluía o encontro com senadores republicanos e uma viagem à instância turística privada de Donald Trump, Mar-a-Lago, na Flórida.

De acordo com o jornal, “esse tipo de acesso tem valor na arena internacional, onde a percepção de apoio de um presidente americano – ou mesmo uma foto com este – pode beneficiar os líderes estrangeiros nos seus respectivos países”.

Conforme a investigação publicada, a 3 de Janeiro de 2017 Elliott Broidy enviou um email a dois altos dirigentes angolanos, informando-os sobre o envio de um convite para as festividades de empossamento e uma proposta de lobbying. O New York Times identificou um dos dirigentes como sendo João Lourenço, na altura ministro da Defesa. Na sua investigação, o Maka Angola apurou o segundo como sendo o director do Serviço de Inteligência Externa (SIE), tenente-general André de Oliveira Sango.

A proposta de lobby indicava que a Circinus prestaria serviços de segurança a Angola pela soma de 64 milhões de dólares, durante um período de cinco anos.

Três dias antes do empossamento de Trump, o governo angolano, de acordo com o New York Times, efectuou um pagamento de seis milhões de dólares à Circinus, aparentemente dois milhões a menos do que havia sido previamente acordado. “No mesmo dia, os angolanos e Broidy encontraram-no no senado com os senadores republicanos Tom Cotton, do Arkansas, e Ron Johnson, do Winsconsin”.

Entretanto, João Lourenço não marcou presença na tomada de posse de Trump nem no encontro com os senadores. A sua viagem aos Estados Unidos foi “sabotada” pela presidência da República de Angola, conforme apurou o Maka Angola e adiante se revelará.

Em Fevereiro, seguindo o New York Times, Broidy escreveu novamente a João Lourenço, informando-o sobre os seus planos para que este se deslocasse ao complexo turístico privado de Trump, para um encontro com o presidente dos Estados Unidos. Broidy falava nos preparativos para a visita, que incluíam encontros no Capitol Hill (Congresso e Senado) e o departamento do Tesouro. Para o efeito, exigia o “pagamento imediato” pelos serviços da Circinus.

João Lourenço deslocou-se aos Estados Unidos em Maio de 2017, onde foi recebido pelo secretário de Defesa James Mattis.

Já depois de ter sido empossado, em Setembro do mesmo ano, Lourenço recebeu nova mensagem de Broidy, em que este se propunha a organizar encontros com Donald Trump e Mike Pence, para a promoção de melhores relações entre os dois países.

O jornal nota que Lourenço não se deslocou a Mar-a-Lago e nunca respondeu às mensagens de Broidy. Por sua vez, a Circinus, empresa de Broidy, não recebeu pagamentos adicionais para além dos seis milhões de dólares iniciais.

A maka do Sango

O artigo do New York Times inspirou o Maka Angola a expandir a investigação para melhor contextualização junto dos leitores angolanos.

Segundo fontes angolanas familiares com o negócio, Elliott Broidy estabeleceu contacto com o chefe do SIE, tenente-general André de Oliveira Sango, ainda durante a campanha eleitoral nos Estados Unidos.

Broidy propunha acesso privilegiado de Angola, em África, ao poder politico de Trump: investimentos no valor dos 50 biliões de dólares. Em troca, solicitava acesso ao petróleo angolano para os interesses privados que representava.

Informado da proposta, o presidente José Eduardo dos Santos encorajou Sango a prosseguir com as negociações, tendo passado uma autorização formal para ser presente aos lobistas associados a Trump.


O chefe do SIE, André Sango e o lobista Elliott Broidy (dir.).

Para além da exploração petrolífera, o chefe da inteligência externa angolana discorreu sobre a importância estratégica de Angola como o baluarte do cristianismo em África, devido à onda crescente do Islão. Referiu também que Angola é o país africano que mais assimilou a civilização ocidental, o que lhe confere uma relação vantajosa com o Ocidente.

Entretanto, a equipa de Elliott Broidy foi clara em afirmar que a condição sine qua non para o apoio à futura administração Trump seria a reforma política de José Eduardo do Santos.

Sango, segundo as fontes familiares com o dossiê, revelou a intenção de José Eduardo dos Santos em abandonar voluntariamente o poder, comunicando que já havia um sucessor na calha.

Foi nesse encontro, já depois da eleição de Trump, que Sango foi convidado a participar na cerimónia de empossamento. Um segundo convite foi formulado ao então putativo sucessor de Dos Santos.

José Eduardo dos Santos aprovou a representação de Angola na cerimónia de tomada de posse de Trump, e indicou João Lourenço como o mais alto representante do país.

Por sua vez, as mesmas fontes enfatizam, João Lourenço mostrou-se bastante animado com o convite e com a perspectiva de um encontro com Trump.

Uma semana depois, os convites chegaram a Angola, e Sango cuidou de informar o presidente. Por sua vez, José Eduardo dos Santos pediu-lhe para trabalhar com o então chefe da Casa de Segurança do PR, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”. A partir daqui, começa a cabala.

Kopelipa duvidou da autenticidade dos convites. Nessa altura, Kopelipa animava um grupo que considerava errada a potencial escolha de João Lourenço como candidato do MPLA e sucessor de Dos Santos.

“O Kopelipa chamou o Aldemiro Vaz da Conceição para criar confusão. Este, por sua vez, chamou o embaixador-itinerante António Luvualu de Carvalho, para ir transmitir a João Lourenço que os convites eram falsos”, relata a fonte.

Luvualu transmitiu o sucesso da operação a Kopelipa e a Aldemiro, este repescado pelo presidente João Lourenço como director do Gabinete de Acção Psicológica da Casa de Segurança do PR.

Contactado por Maka Angola, o embaixador Luvualu de Carvalho preferiu não comentar a questão.

Sango na ribalta

Na conversa seguinte, antes da viagem de Sango para a tomada de posse de Trump, José Eduardo dos Santos transmitiu-lhe o memorando de Kopelipa sobre a “falsidade” dos convites. Sango seguiu para Washington, onde teve de explicar que João Lourenço ficou em terra por imperativos da pré-campanha eleitoral.

Sango sentou-se “três ou quatro mesas depois de Trump”, numa das cerimónias inaugurais do presidente dos Estados Unidos da América.

Em Luanda, Sango não só comunicou a João Lourenço os estragos causados pela “sabotagem”, como foi “discutir” com o seu chefe.

“JES disse apenas que houve falha do general Kopelipa e que a sua filha Isabel dos Santos resolveria o assunto, na sua qualidade de amiga da filha de Trump”, revela uma das fontes.

“Sango disse que o presidente não devia confundir assuntos pessoais com assuntos de Estado. Falou da oportunidade desperdiçada devido ao acto de sabotagem de Kopelipa e de Aldemiro Vaz da Conceição. Colocou o seu cargo à disposição e retirou-se da sala sem se despedir do presidente”, continua.

Em reacção, Dos Santos ligou ao general Leopoldino Fragoso do Nascimento, seu indefectível, para ir falar com o Sango e acalmá-lo. Nessa noite, contam as fontes, Sango assistiu ao telejornal da Televisão Pública de Angola (TPA), à espera de ouvir a notícia da sua demissão. Mas a verdade é que se mantém no posto no actual governo.

João Lourenço visitou Washington em Maio de 2017, durante a pré-campanha eleitoral, e teve encontros com o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, assim como com senadores. Não se sabe, no entanto, se essa viagem fez parte dos esforços de Elliott Broidy ou de outros lóbis norte-americanos.
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viernes, 20 de abril de 2018

Abertura dos órgãos nacionais estatais

Fonte :KUP
Abertura dos órgãos nacionais estatais é aparente
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A posição foi apresentada pelo jornalista e activista cívico Sedrick de Carvalho, que falava sexta-feira, 12 de Abril de 2018, no Programa “Angola Fala Só” da Voz de América.

O activista cívico concorda com a opinião da maioria da classe de que, desde a tomada de posse do actual Presidente da República até ao actual momento, ainda não houve nenhuma abertura de relevância para o exercício do jornalismo em Angola.

“Recentemente, houve um artigo, que foi publicado, agora não consigo dizer em que órgão, onde vários jornalistas entrevistados disseram que, desde a tomada de posse de João Lourenço, até ao actual momento, ainda não houve nenhuma abertura que se diga assim de relevância para o exercício do jornalismo em Angola. E, isto é bastante palpável”.

Sedrick de Carvalho justifica a falta de abertura na comunicação social pelos processos crimes instaurados contra jornalistas angolanos.

“E, ia juntar a isso a um processo que decorre contra o Rafael Marques e o Mariano Brás. Por isso que, são elementos mais que suficiente para provar que a vida dos jornalistas continua ainda dificultada”.

O jornalista considera a abertura que se regista nos órgãos nacionais estatais como sendo aparente.

“Como jornalista consigo fazer uma abordagem quanto à essa aparente abertura do Jornal de Angola. Ora, é exactamente isso que disse, uma aparente. O Jornal de Angola, a TPA, e os outros órgãos nacionais estatais têm passado uma imagem de que estão abertos. Mas, se irmos ao fundo não estão nada. Tanto é que já há entrevistas de personalidades angolanas, sobretudo políticas, que foram censuradas”.

Para Sedrick de Carvalho, “Estamos aqui perante ainda aos mesmos critérios de quem passa na média, quem passa na rádio, na televisão”.

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Deputados desdobram-se

Fonte :KUP
Deputados desdobram-se em contacto com os Cidadãos em Luanda
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Os Deputados afectos ao Grupo Parlamentar da UNITA trabalham esta sexta-feira, 20 de Abril de 2018, nos nove municípios de Luanda, em contacto com os cidadãos.

De acordo com a nota de imprensa divulgada ontem, a jornada enquadra-se no programa de acção e visa constatar o dia-a-dia das populações e das instituições.

Os 51 parlamentares do Galo Negro desdobraram-se em 9 nove delegações, que desde as 09H00 desta sexta-feira palmilham os municípios de Luanda, que receberam a visita inesperada nem sempre bem-vinda das chuvas, que deixaram as ruas alagadas e intransitáveis.
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Mais um jornalista agredido em Maputo


Fonte :VOA
Mais um jornalista agredido em Maputo
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Hélder Mathwassa, da televisão STV, foi agredido por gestores do complexo Super Marés, quando cobria o encerramento do mesmo pelas autoridades

O repórter de imagem da televisão moçambicana STV, Hélder Mathwassa, foi agredido nesta quinta-feira, 19, por dois gestores do complexo Super Marés, na cidade de Maputo, quando este cobria o trabalho da equipa de inspecção da Agência Nacional de Controlo de Qualidade Ambiental.

Os inspectores foram ao local com ordem para encerrar a parte comercial daquele complexo por irregularidades relacionadas a com falta de licença ambiental.

O jornal O País reporta que os dois gestores de nacionalidade portuguesa desferiram golpes contra o repórter, ao ponto de o derrubarem, bem como a câmara que usava.

A mesma fonte revela que um dos agressores é Valdemir de Sousa.

As imagens da violência foram registadas por outros jornalistas da TVM, TIM, Televisão Miramar e pelo fotógrafo do jornal Notícias.

Neste momento, Hélder Mathwassa passa bem.

Raptores fracturaram as pernas e braço do jornalista moçambicano Ericino de Salema
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