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viernes, 15 de junio de 2018

Ministério da Defesa investiga General Zé Maria

Ministério da Defesa investiga General Zé Maria
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Nomeado em Novembro passado, o general Apolinário José Pereira viu-se obrigado a informar o seu superior hierárquico de que o general Zé Maria se recusou a proceder à entrega de pastas, segundo fontes do Maka Angola.

Por sua vez, o ministro da Defesa, general Salviano de Jesus “Kianda”, a quem o presidente delegou a superintendência do SISM, ordenou uma inspecção integral à gestão do general Zé Maria, incluindo as áreas de finanças, recursos humanos e logística.

Consta ainda que o general Zé Maria levou para casa todos os arquivos relevantes do SISM.

O inspector-geral do MINDEN, general Marques Correia “Banza”, tem acompanhado directamente a sindicância, tendo minado desse modo a capacidade operacional do serviço.

Algumas irregularidades gritantes que deverão constar do relatório são o dispêndio de sete milhões de dólares em viaturas para os operativos do SISM, que nunca foram distribuídas, conforme o Maka Angola revelou em 2016.

Outro elemento preocupante é o facto de haver funcionários do SISM, com mais de 10 anos e 15 anos de serviço, mantidos como trabalhadores eventuais que nunca foram inscritos na Caixa de Segurança Social. Esses trabalhadores serão demitidos, por excesso de pessoal civil, num total de 600. A maior parte são mulheres que o general Zé Maria recrutava a seu bel-prazer. Os trabalhadores, anseiam, no mínimo, por serem inscritos na Caixa de Segurança Social e por que as dívidas a esta sejam pagas, permitindo-lhes beneficiar de subsídio de desemprego ou de sobrevivência. Também requerem indemnização pelos anos de serviço.

Como indefectível do anterior presidente José Eduardo dos Santos, o general Zé Maria encontra-se actualmente a trabalhar para a Fundação Eduardo dos Santos (FESA). Segundo informações recolhidas por este portal, na FESA, o general tem a missão oficial de coordenar a elaboração da história sobre os feitos do seu patrono, José Eduardo dos Santos, incluindo o mito da Batalha do Cuito Cuanavale.



Recorde-se que em Outubro passado o infame general Zé Maria organizou uma festa no SISM para celebrar a sua manutenção no cargo. Um mês depois, João Lourenço demitiu-o.
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Parlamento aprova relatórios sobre leis para Forças Armadas


Parlamento aprova relatórios sobre leis para Forças Armadas
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Os relatórios referem-se às propostas de Lei de Bases das Carreiras dos Militares das Forças Armadas Angolanas, Lei Geral do Serviço Militar, Lei dos Postos e Distintivos Militares das Forças Armadas e a Lei das Condecorações Militares das Forças Armadas Angolanas.

Relativamente à proposta de Lei de Base das Carreiras dos Militares as Forças Armadas Angolanas, visa traduzir em lei, “de forma inequívoca, homogénea e coerente, o estabelecimento objetivo e transparente das regras a que se deve subordinar o desenvolvimento e a estruturação das carreiras militares, de modo a constituírem um fator de agregação, participação, motivação e responsabilidade, no quadro das necessidades estruturais das Forças Armadas Angolanas”.

O relatório de fundamentação refere que a estruturação das carreiras militares, pela singularidade das atribuições e competências das FAA, que se diferenciam, inequivocamente dos demais servidores do Estado, segue uma ordenação própria.

O documento sublinha que o desenvolvimento das carreiras militares é regulado consoante a forma de prestação de serviço a que o militar se encontra vinculado, e com base em iguais parâmetros para todos os ramos das FAA, dos quais se destacam a ordenação hierárquica por categorias nas forças armadas, os níveis de qualificação técnico-profissional para o ingresso, a satisfação de condições gerais e especiais para a promoção e as necessidades da estrutura orgânica das FAA, considerando a especificidade de cada ramo.

O presidente da segunda Comissão de Defesa, Segurança, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, da Assembleia Nacional, Roberto Leal Monteiro “Ngongo”, que dirigiu a sessão, referiu que este pacote legislativo é necessário para reger a vida militar.

Roberto Leal Monteiro “Ngongo”, deputado do MPLA, acrescentou ainda que “isto está bem claro na Lei da Carreira Militar das Forças Armadas Angolanas”.

“Aqueles que foram chefes de Estado-Maior Generais e que deixam de o ser, são generais do exército a reforma, não é reserva mais, porque ele de nenhuma maneira pode regressar às Forças Armadas, ele atingiu a carreira máxima nas Forças Armadas, então passa imediatamente à reforma”, disse.

Durante a sessão, a Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral manifestou-se já contra a aprovação deste pacote, antes de ser aprovada a Lei da Defesa Nacional das Forças Armadas, por se tratar de uma lei de enquadramento.

A posição foi vincada pelo líder do grupo parlamentar da CASA-CE, André Mendes de Carvalho “Miau”, que considerou imperiosa a aprovação antes da Lei da Defesa Nacional, porque nela estão contidos os conceitos e as linhas mestras para se definir a defesa nacional.

Também na mesma sessão de trabalho de preparação das leis que vão a votação, na generalidade, na plenária do próximo dia 21, foi aprovado o relatório parecer da proposta de Lei de Alteração dos Feriados Nacionais, Locais e Datas de Celebração Nacional.

Esta proposta legislativa tem como objetivo ajustar algumas datas de celebração nacional que não constam da lei vigente, mas que ainda assim têm sido celebradas, nomeadamente os dias 15 de janeiro – Dia do Antigo Combatente e Veterano da Pátria e o 23 de março – Dia da Batalha do Cuito Cuanavale.

O grupo parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição angolana, já se manifestou contra a inclusão dessas datas, considerando que na nova fase política de Angola devem ser capitalizadas as questões que unem os angolanos e não aquelas que “potenciam mais as divisões”.

O líder da CASA-CE propôs que o 15 de março seja incluído na lista de feriados, por considerar a data “como um dos dias mais relevantes daquilo que foi a luta pela independência”, a par do 4 de fevereiro, feriado comemorado pelo início da luta armada em Angola.

A mesma proposta tem ainda como objetivo adotar um critério de ponte adequado, nos feriados que ocorram nas terças e quintas-feiras, dando lugar à suspensão da atividade laboral, à segunda e sexta-feira, respetivamente, mediante compensação por acréscimo da jornada laboral da semana anterior.

A proposta visa ainda revogar o regime de transferência do gozo do feriado para o dia útil imediatamente a seguir, nos casos em que no dia que o feriado nacional coincida com o domingo.
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Caso Cervejeira Rosema "está encaminhado e assente entre os dois governos"

Caso Cervejeira Rosema "está encaminhado e assente entre os dois governos"
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"É um assunto judicial, está assente entre os dois governos, eu acredito e tenho a certeza de que haverá boa fé e esse assunto poderá efetivamente ser resolvido, está encaminhado. Já tem vindo a ser discutido, mas nós temos a certeza de que o fim será bom para ambas as partes envolvidas, acreditamos que para bem de todos que isso possa ser resolvido", acrescentou o empresário angolano Agostinho Kapaia.

Uma missão empresarial angolana efetuou hoje uma visita de "prospeção de oportunidades de negócios" em São Tomé e de "intensificação de relações com a Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e serviços" são-tomense.

A delegação foi recebida pelo ministro dos negócios estrangeiros e comunidades, encontrou-se com o embaixador de Angola em São Tomé, com representantes da Camara do comércio e foi recebida em audiência pelo primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Foi uma missão exploratória que durou apenas algumas horas, mas os angolanos concluíram que podem substituir a Europa na importação de alguns produtos importados por São Tomé e Príncipe.

"Angola também pode, de facto, fornecer alguns produtos, estamos a falar, por exemplo, da água que São Tomé importa no valor de quatro milhões de euros anualmente da Europa, que está mais distante, e temos produtos que podemos exportar para São Tomé", disse Agostinho Kapaia.

O encontro com o chefe do Governo durou pouco mais de duas horas e as partes discutiram um conjunto de áreas de investimentos.

"Podemos estudar melhor essa relação, na medida em que São Tomé pode ser inclusive um elo de ligação para outros mercados, estamos a falar da Nigéria, dos Camarões, do Gabão. Há uma necessidade muito importante e acho que como país irmão nós podemos intensificar essa relação comercial", explicou.

A comitiva empresarial angolana integrava oito membros, representando a Associação Madeireira de Angola, a Vidru, a Angobeira, especializada na torrificação do café e a Refriango, produtora de águas e refrigerantes.

"Percebemos que uma das grandes dificuldades que temos hoje para a nossa relação é termos um transporte marítimo para trazer produtos de Angola para São Tomé, Guiné Bissau e Cabo Verde e também levar produtos desses países para Angola", acrescentou.


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O Ihanjica processou activista Francisco Teixeira - Rui Santiago

O Ihanjica processou activista Francisco Teixeira - Rui Santiago
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Caso: Morte de milhares de pessoas

Numa carta assumida pelos funcionários da TPA, onde Ihanjica ocupava o cargo de Administrador Executivo e Director de Informação até 2017, descrevem que ele aproveitou-se do cargo para escamotear a verdade e esconder as mortes de mais de milhares de angolanos para não manchar a antiga gestão de José Eduardo dos Santos.


Agora, Nhangica tem recorrido a Direcção da Investigação Criminal (SIC), e serviços de baixa visibilidade para intimidar o também presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos Francisco Teixeira, que após sua exoneração pelo actual presidente João Lourenço, lamentou num telefone feito a Ihanjica o facto de ter censurado a divulgação de milhares de mortes pela febre amarela, em maio de 2016, nos seguintes termos: “o senhor não sabe o que fez… milhares de pessoas foram morreram por sua causa…” lamentava Francisco Teixeira.


Gonçalves Ihanjica é um agente da TPA que pertence a uma brigada que prestava serviços a cidade alta e escondido no jornalismo angolano.


Francisco Teixeira está a ser processado pelo Gonçalves Ihanjica usando a direcção do SIC no processo 2118/017-02-SIC, instruído pelo Paulo Paca e será ouvido pela primeira vez há 18 de junho de 2018. Estamos ansiosos para ver como este processo vai terminar.


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Memórias da guerra colonial e das lutas de libertação resgatadas em livro

Memórias da guerra colonial e das lutas de libertação resgatadas em livro
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O livro é uma organização conjunta do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Fundação Amílcar Cabral, Universidade de Cabo Verde e o Instituto de Pedro Pires para a Liderança.

Organizada pelos investigadores do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra Miguel Cardina e Bruno Sena Martins, a obra é uma compilação de 47 artigos sobre "eventos marcantes" da fase final do colonialismo português, escritos por 51 autores de diferentes países e áreas de conhecimento.

De entre os eventos selecionados figuram, por exemplo, a Criação das Forças Armadas de Cabo Verde em Cuba, o Início das Emissões da Rádio Libertação do PAIGC, o Assassinato de Amílcar Cabral, a Libertação dos Presos Políticos do Campo do Tarrafal e a Independência.

Constam ainda eventos como o Massacre de Pidjiguiti, o Assalto ao Quartel de Tite, que marca o início da luta armada na Guiné-Bissau, o Discurso de Salazar: Para Angola, rapidamente e em força, datado de 1961, a Fuga dos 100, o Massacre do Batepá, a Criação do Movimento das Forças Armadas ou a morte de Josina Machel.

Em declarações à agência Lusa, o professor e investigador Bruno Sena Martins disse que os eventos são trazidos não só no seu registo histórico e factual, mas também procuram recordar como é que foram tratados nas diferentes sociedades ao logo do tempo, até hoje.

Bruno Martins disse que o livro vem dar três contribuições, nomeadamente a inscrição da guerra colonial enquanto evento marcante da violência colonial portuguesa e europeia, mostrar que as sociedades nasceram ligadas ao período de guerra e de libertação e pensar que as guerras fazem muitos silenciamentos e esquecimentos e que raramente as memórias dos diferentes países entram em diálogo.

"Este livro, ao trazer todos esses olhares, dos diferentes autores e dos diferentes países, procura criar um espaço em que essas memórias possam conversar e também fazer um pouco de fuga ao silenciamento que decorre da distância das memórias", frisou o investigador.

Bruno Martins disse ainda que "é possível" acrescentar datas e eventos num segundo volume, já que ainda existem muitas outras memórias, histórias e datas sobre a guerra colonial e a luta de libertação de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e S. Tomé e Príncipe.

O presidente do Instituo Pedro Pires para a Liderança destacou a "obra coletiva" e um trabalho "bastante útil" com muitos acontecimentos importantes e determinantes do combate de libertação nacional, o qual também fez parte.

Pedro Pires disse que a obra vai permitir entender diversos factos, passos e momentos importantes, mas que podem ser complementados com mais informações.

É neste sentido que apelou a mais investigações para se evitar esquecimentos e fazer uma "leitura presente" da história.

O livro enquadra-se no projeto Memórias Cruzadas, Políticas do Silêncio (CROME), financiado pelo Conselho da Europa para Investigação, que tem por objetivo fazer a história da memória da guerra colonial e das lutas de libertação, a partir de uma abordagem comparada.

Depois de Coimbra, Cabo Verde é o segundo país onde o livro é apresentado, com Bruno Martins a garantir que será lançado nos outros países africanos de língua portuguesa.
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Oito razões para um novo registo eleitoral em Angola

Oito razões para um novo registo eleitoral em Angola
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A UNITA apresentou esta terça-feira, 12 de Junho de 2018, o que considera ser as 8 razões para um novo registo de eleitores.
A primeira, segundo Vitorino Nhany, Secretário da Presidência para os Assuntos Eleitorais, tem a ver com a não transferência do Ficheiro informático de Registo Eleitoral (FICRE), do MAT para a Comissão Nacional Eleitoral, tal como estipula o artigo 211º da Lei 36/11 de 21 de Dezembro.

“Essa exigência legislativa foi completamente violada na medida em que o MAT não transferiu o FICRE para a CNE na data imposta mantendo sob custódia todos os seus dados”, disse Vitorino Nhany, acrescentando que o MAT envolveu-se na actualização de dados dos cidadãos eleitores sem ter recorrido à CNE – Órgão que o mesmo MAT alegava ter recebido os dados por ele transferidos.
A segunda razão prende-se com o membro da Direcção da UNITA chama de insensibilidade às Recomendações da Deloitte, contratada pela CNE para fazer auditoria ao FICRE, tendo detectado inúmera debilidades relativas à integridade e a gestão do mesmo.

“Segundo as conclusões do Relatório de auditoria, ninguém pode certificar a integridade do nº 9.757.671 eleitores. Neste número, segundo a empresa citada, estão incluídos aproximadamente 6.5 milhões de eleitores “cuja identificação não pode ser autenticada””, recordou Vitorino Nhany.
Ainda no mesmo Relatório, a Deloitte afirmou que “o processo de mapeamento de eleitores com os locais de voto e a geração dos cadernos eleitorais, para assegurar que cada eleitor registado esteja devidamente afectado a uma mesa de voto perto da sua residência, não foi auditado”!
Também “o processo de preparação e impressão de cadernos eleitorais para assegurar a integridade e totalidade da informação imprensa, não foi auditado”!
Vitorino Nhany partilhou com jornalistas alguns exemplos de situações reais ocorridas na Lunda Norte.
A terceira razão para haver um novo registo de eleitores é justificada pela redundância de dados. O responsável recorda que o seu Partido através do seu Sector que dirige propós que os múltiplos registos fossem corrigidos porque cada eleitor deve ter apenas um único dado de identificação traduzido pelo número do cartão e respectivo grupo.

“Depois de vários casos detectados, porque na programação foi instalado um logaritmo malicioso, aos 21 de Fevereiro de 2017, o Secretariado da Presidência para os Assuntos Eleitorais, endereçou uma carta à Sua Excelência o Ministro da Administração do Território, Dr. Bornito de Sousa, a fim de promovermos um encontro técnico para, por a + b, fundamentarmos as nossas constatações e posterior correcção. Até hoje que fazemos esta comunicação, não tivemos resposta, negativa que fosse”, afirmou Vitorino Nhany, que justifica o silencio do MAT com o facto de o Dr. Bornito de Sousa ter sido candidato à Vice-Presidente da República e de modo algum podia deixar passar tal oportunidade inédita e histórica ao longo do seu percurso político.
A recolha coerciva de cartões de eleitor é a quarta razão, uma vez que o cartão de eleitor é unipessoal e intransmissível. A UNITA através do Secretariado para os Assuntos Eleitorais foi apresentando tais preocupações às autoridades do MAT, mas nunca ninguém assumiu a autoria nem a responsabilidade de tal procedimento, que envolvia entidades ligadas às administrações municipais e comunais, secretários dos Comités de Acção do MPLA e sobas.
A transferência de eleitores é a quinta razão apontada pela UNITA para justificar a realização de um novo registo eleitoral.

“Vários foram os eleitores transferidos compulsivamente contrariando as opções de cada, quanto às localidades de referência dadas aquando da actualização do registo eleitoral. Esses eleitores, na sua esmagadora maioria ou mesmo totalidade, não tiveram acesso às urnas porque com a dita crise económica e financeira ficaram impedidos”, apontou Vitorino Nhany, que apresentou exemplos reais de eleitores transferidos de áreas de sua residência para longas distâncias.
A deslocação de eleitores em bloco é a sexta razão para um novo registo, segundo Vitorino Nhany, que acusa o executivo de realizar metódos de transferência de eleitores sempre que se realizam eleições.
“Em 2012 foi uma táctica; em 2017 a táctica ficou mais sofisticada. O MAT e o MPLA criaram os chamados “Comandos Municipais Eleitorais”, cuja missão foi proceder a transferência em bloco de um conjunto de cidadãos duma determinada localidade, na base do estudo feito com a recolha de cartões de eleitores.
Vitorino Nhany apontou casos ocorridos no Bié, Huambo e Kwanza Sul, com impacto notável no resultado final de votação nas localidades.
Como sétima razão, a UNITA aponta a exclusão de eleitores do Ficheiro Informático de Cidadãos Maiories (FICM).
“Para lá de eleitores transferidos, registamos outros tantos que foram excluídos da base de dados”, denuncia Vitorino Nhany que fundamenta a sua posição com dados concretos de eleitores que registados foram exclúidos da base de dados e não exerceram o seu direito de voto.
Finalmente, a oitava razão é a credibilidade da base de dados.
“Sempre que o MAT fizesse balanço sobre o registo eleitoral, discordávamos da fórmula aplicada. É que para o MAT o número total de eleitores era obtido somando 4 parcelas: prova de vida, 2ªs vias, actualização de morada, e novos registos. A UNITA dizia existirem dados a mais porquanto quem trata a 2ª e quem actualiza a morada, já constam dos que fazem prova de vida. Logo, o total de eleitores devia ser calculado somando os novos registos aos que fizeram prova de vida”, concluiu Vitorino Nhany, recomendando vivamente a projecção de um novo registo eleitoral pelo facto de o FICM estar viciado.
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Processo das Eleições Autárquicas começou mal

Processo das Eleições Autárquicas começou mal
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O jurista Anselmo Kundumula defendeu esta posição este Domingo, 10 de Junho de 2018, no Programa “Angola E O Mundo Em 7 Dias”, da Rádio Despertar.

Na sua intervenção, disse existir no debate sobre a institucionalização das autarquias no País, uma interferência muito ruidosa e negativa, do Ministro da Administração do Território e Reforma do Estado (MATRE), Adão de Almeida.
“Porque eu a semana passada disse que havia uma interferência muito ruidosa e negativa, em que o auxiliar do Presidente da República, o ministro, a ser ele o protagonista neste processo”, acrescentou o analista.

“O que é que estamos a sentir na prática? É que há informações muito difusas. Quando as pessoas vão para informar as pessoas sobre as autarquias há quem informa a verdade, há quem distorce a verdade. Há quem diz: “Epah, as autarquias é para vos afundar: vocês se a partir de hoje aceitarem isso, a vossa vida vai piorar”, há quem vai dizer que: “Não, vocês, se as autarquias acontecerem, vocês sentirão liberdade, a vossa vida pode melhorar porque quem vai decidir sobre a vossa vida estará convosco, vocês é que vão o eleger.””.

Para Anselmo Kundumula, “Esta má-fé que está a existir, é que está a fazer com que o processo desde logo está a começar mal”.
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jueves, 7 de junio de 2018

Dom Jaka despede-se da Diocese de Caxito para Benguela

Dom Jaka despede-se da Diocese de Caxito para Benguela
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O Bispo da Diocese de Caxito, Província do Bengo, despediu-se esta segunda-feira, 04 de Junho de 2018, aos fiéis da Comunidade que fundara há 11 anos, para assumir a missão agora em Benguela.
Na mensagem de despedida Dom António Jaka pediu aos fiéis a rezarem a favor dos seminaristas da comunidade para o crescimento da Diocese que liderou há mais de uma década.

“Com mais sacerdotes será possível erigir mais paróquias, temos apenas 15 e dois centros pastorais. Pois, bem, hoje convido-vos, caros irmãos e irmãs, fiéis desta diocese, rezemos pela perseverança destes seminaristas”, disse.
O Bispo agradeceu ao governador da província do Bengo, e seus colaboradores, aos partidos políticos locais, as organizações civis, por todo o carinho, consideração demonstrados por estas instituições da província, e agradeceu também a todos que marcaram presença no acto da sua despedida.

“Obrigado nosso governador e seus colaboradores mais directos por estarem aqui connosco, os meus agradecimentos aos representantes dos partidos políticos aqui na nossa província do Bengo, associações profissionais e estudantis, o nosso agradecimento é extensivo às autoridades profissionais. Saúdo e agradeço aos irmãos das comunidades eclesiais, termino agradecendo a presença honrosa do nosso Núncio Apostólico”.

O Núncio Apostólico em Angola, o arcebispo Dom Peter Rajic, presente no evento deixou palavras de conforto e encorajamento para o novo Bispo de Benguela.

A governadora da província do Bengo, Mara Quiosa, reconheceu o empenho da Igreja como principal parceiro do Estado.
“A Igreja sempre jogou e joga até aos nossos dias nas nossas comunidades. A Igreja é, foi e continuará a ser sempre o principal parceiro do estado. Ali onde o governo não consegue colocar uma escola, colocar um hospital, a Igreja sempre o fez, sempre desempenhou este grande papel nas nossas comunidades relativamente e de forma particular aqui. O resgate dos valores morais, a promoção do amor ao próximo e da interajuda entre os homens”.
A governadora agradeceu o trabalho do Bispo, no momento que esteve em frente da Diocese de Caxito em particular, e da província em geral.

“De facto, o momento é de nostalgia, já o disse inicialmente, mas também é de alegria, Dom Jaka. Gostaríamos aproveitar essa oportunidade, para em nome do governo da nossa província, manifestar aqui e agora, os nossos mais profundos agradecimentos, por tudo quanto fez pela nossa província de uma forma geral, mas pela nossa comunidade cristã de uma forma particular”, prosseguiu.

“Excelência, Reverendíssima, sentiremos saudades, principalmente dos sábios conselhos que nos concedeu desde que chegamos a essa província, há sensivelmente 4 meses. Conselhos estes que nos ajudaram, naturalmente, na busca constante de solução dos problemas sociais das nossas comunidades”, sustentou a governadora.
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Presidente Samakuva avalia cumprimento do programa de acção no Cunene

Presidente Samakuva avalia cumprimento do programa de acção no Cunene
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O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva iniciou esta quarta-feira, 6 de Junho de 2018, visita de trabalho às províncias do Sul de Angola, com o objectivo de avaliar o funcionamento das estruturas do Partido e o cumprimento do Programa de Acção, bem como aferir o grau de preparação da máquina partidária para os desafios das autarquias previstas para 2020.

Tendo escalado a cidade do Lubango à noite, Isaías Samakuva rumou para a provincia do Cunene, onde cumpre uma intensa agenda de trabalho, que inclui visita de cortesia aos órgãos locais da administração pública, autoridades eclesiásticas e tradicionais da região.

A agenda do Presidente da UNITA inscreve, ainda encontros de esclarecimento sobre a actualidade política nacional com dirigentes, quadros, militantes, simpatizantes e amigos da UNITA e com a população em geral.
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